* Ontem fui ao Pão de Açúcar, fazer comprinhas.
Desde a visita do Darras, e o comentário sobre as bolsas de feira, que lá na Europa são encontradas em todo mercadinho e são retornáveis, ou seja, você troca sem custos por outra nova quando a sua já tiver passado do ponto, fiquei com isso na cabeça.
Pois, então. Lá no Pão de Açúcar – juro que não estou fazendo propaganda – eles estão vendendo sacolas de compras com a mesma proposta.
Não são de ráfia como essa da foto, e podiam ser um pouco mais resistentes, mas você paga R$3,99 e a renda é revertida pro SOS Mata Atlântica. Elas são estampadas com onça pintada, tucano, mico leão dourado, arara azul… a minha é a da arara.
* Ok, você não quer comprar uma sacola de compras retornável, meio fraquinha com estampa de arara? Que tal, ao invés de usar aqueles saquinhos plásticos, comprar uma sacola de feira mesmo? Ou apostar numa sacolona de lona? Eu estou pensando em fazer uma pra minha mãe!
* Mudando um pouco de assunto… No blogview, várias coisas interessantes. Tem um tempo, eu falava com a Preciosa sobre o comportamento das pessoas com as roupas.
Com o consumo, e etc. Sabe?
O caso é que, me lembro bem de falar pra ela que, pra mim, grande parte da curtição da roupa estava no tempo que levava pra ficar pronta. Coisa de menina criada com mãe e avós que costuravam.
Minha mãe chegava em casa com os embrulhos da loja de tecidos e a gente – eu e minha irmã – ficávamos tentando adivinhar qual ela ia usar pra cada uma. Depois a gente escolhia juntas o que queria que ela fizesse.
Minha mãe marcava a modelagem no tecido e pedia pra gente cortar, depois alinhavava tudo. Aí acontecia a primeira prova. E acontece até hoje.
Aos poucos, as roupas iam ficando prontas.
Minha impressão era de que a minha mãe podia fazer qualquer roupa, de qualquer tecido.
* Minha avó usava os retalhos dos vestidinhos e batinhas que fazia pra mim pra vestir minhas bonecas também.
* Hoje eu tenho a maior dificuldade em fazer compras de roupa.
Acabo comprando muito em brechó, porque tem história, porque tem um encanto de coisa guardada e garimpada e porque eu mesma não sei dizer.
Mas, mais importante que tudo isso, tudo que a gente vê está muito igual.
* Na última FENIT, tive uma conversa com uma representante de uma tecelagem que foi de arrepiar.
A história é a seguinte: eles compram uma peça de roupa nas viagens de pesquisa, mostram pros seus clientes, que estampam o mesmo desenho, naquelas cores e ainda “ganham de presente” a modelagem da peça.
Acharam o caminho da Casa Canadá!?!
* Desse jeito, a gente já sabe que até o confeccionista do Bom Retiro tem mais preocupação em ser “original”, em não ver o mesmo produto que ele tem exatamente espelhado na vitrina em frente.
Trabalhar tendência não é desculpa pra fazer da moda uma produção de “carimbos” de coisas que, supostamente dão certo.
* Mais coisa, outro dia.
namaste
