Ontem fui ao Cine Belas Artes ver O Tango dos Rashevski.
Mais uma vez, um filme bárbaro, daqueles de fazer rir e chorar, com personagens muito bem construídos, principalmente o velho Dolfo Rashevski.
Mas que não tem nada a ver com a sinopse.
Só não faço as comparações aqui, porque seria o mesmo que contar o filme, o que, convenhamos, não tem nada a ver.
Tive a mesma sensação com Yipee, que vi, tem uns dois meses, na Reserva.
Filmes sempre são, suponho, mais do que as sinopses tendem a transparecer. Mas, quem é o escrivinhador que é capaz de colocar em palavras tão mal escolhidas as histórias?
Às vezes, imagino que os caras nem se prestam a ver realmente o filme.
É costume meu, quando quero ir ao cinema, IR AO CINEMA.
às vezes, eu nem sei o que eu quero ver, ou o que está passando. Tem um quê de transgressão, afinal todo mundo se sente tão na obrigação de saber quais serão seus próximos passos (em todos os sentidos), que me dá uma sensação de liberdade, sabe?
Chegar ao cinema, olhar os cartazes, ver a programação ali na hora e decidir.
Mesmo sem saber nada do filme, mesmo que ninguém que eu conheça o tenha indicado. E assim, eu tive surpresas muito boas, como com Grey Zone, ou Terra de Sonhos ou um outro… A Vida é uma Viagem??? Não lembro bem do nome desse.
Também não gosto de cinema de shopping, que me dá sensação de confinamento.
Estranha?
Talvez, um pouco.