Olha só quem tenta voltar a escrever!
Pelo menos na blogosfera, onde tudo é possível e as idéias ficam por aí…
Bom, no que tenho pensado? Enfim, no design e, claro, no design de Moda, e mais ainda, no meu objeto de estudo, ainda meio blurry, mas aiai, tá aí pra se pensar.
Sabe o que é fascinante no Vestido da Reforma?
Essa história de um produto criado para atender uma demanda que se pronunciava – ali, no horizonte.
Porque, vamos ver, no fim do século XIX em Viena, e, ok, no resto do mundo não era muito diferente, você tinha uma indumentária completa para cada episódio do seu dia – roupa para ficar em casa, roupa para tomar café, roupa de ir à rua, roupa de ir à estação de águas, roupa de ficar à tarde em casa, roupa de sair à noite (e aí, uma infinidade de variações: roupa de ópera, de jantar, de baile, de visita), roupa de estar em casa à noite e todo o aparato de dormir. Só pra mencionar algumas coisas.
Ok, a Amelia Bloomer já tinha pensado em algumas dessas coisas, mas não profundamente, quando propôs aquelas calças bufantes, meio persas, meio caleçon superinflacionado, evidentemente vislumbrando um mundo em que a mulher deixa de ser apenas uma vitrina da saúde financeira daquela família, seja ela, esposa, filha, whatever.
O que me fascina mesmo, que eu acho fantástico, é que um bando de homens – certamente acompanhados de mulheres um tanto “boêmias”, artistas, pintoras, modelos, e, provavelmente com um pensamento alinhado ao seu tempo – começa a ver o design de moda como algo a ser produzido com um propósito diferente do estético, mas com um propósito de atender a essa demanda de participação na vida pública.
A urbe convida à vivência. E é esse mesmo grupo que participa desses projetos de renovação – do espaço público e do privado.
Ao mesmo tempo, os caras percebem que, do jeito que as coisas vão, aquelas roupas que as suas senhoras e amantes estão vestindo não vão servir…
E então?
Então a gente propõe uma coisa que lá nos anos 60 vira costume tão enraizado que a gente esquece que foi diferente que é a criação de um objeto de moda que se presta a qualquer momento do dia.
Sim senhor. E vocês achavam que o jeans era a revolução.
Pfffffffffffff….
