Num outro blog que eu tive, logo depois do desfile de graduação, postei uma espécie de manual que era mais um desabafo, meio que contando todas as coisas que eu queria ter sabido antes de começar. Mas ninguém te avisa.
Aí eu fico pensando que eu hoje tenho alunos e que de alguma forma eu tenho uma responsabilidade com eles.
O melhor que eu poderia fazer, no tête-a-tête, é ser um pouco mais dura. Mas sou soft, e tendo a dar liberdade criativa aos que me cercam.
Então, o que eu gostaria que eles soubessem é que não existe pesquisa grande o bastante, que o melhor trabalho vem do fundo da alma, que o trabalho honesto fala pela gente, que não é porque todo mundo faz que a gente tem que copiar.
Que, como disse a Natalie, do MFH, sustentabilidade e responsabilidade social é ser honesto.
Que, definitivamente, nada sai perfeito na primeira tentativa.
Que pra fazer uma coleção de 30 looks, é preciso desenhar um pouco mais que o dobro disso.
Que quem faz Moda tem que ler muito, ver muito, pensar muito. E que essa história do champanhe e do glamour é uma ilusão danada.
Que fazer Moda não é comprar roupa e que, muitas vezes Moda e roupa estão em pontos diametralmente opostos.
Que, às vezes, a gente carece de simplicidade. E de mais um pouco ainda de simplicidade, pra começar a conversar.
E que tem uma infinidade de avisos que eu gostaria de dar, mas que agora eu não consigo formular nada. Porque eu tenho que ir.
Namaste